A era “zap zap” e os desafios do professor em sala de aula

29 de julho de 2015

“Considerações sobre o aluno e o professor na idade mídia” foi tema de outra palestra ministrada durante mais uma etapa da Formação Continuada oferecida aos professores do Colégio Notre Dame de Lourdes na semana que antecedeu o início do segundo semestre. O assunto foi abordado por Márcia Rodrigues Moreira, historiadora, geógrafa, pedagoga e couting.

A especialista destacou dois pontos de vista no início de sua fala em torno de uma metáfora. A metáfora dos cegos tentando entender um elefante. Como cada um, no seu ponto de vista trás um relato sobre o tema.

“É impossível que alguém tenha a capacidade de fazer uma leitura completa a respeito desta grande temática na sociedade. Então, eu trouxe um filósofo e um educador para dialogar com os professores a respeito de como lidar com o aluno nesta nova sociedade midiática, digitalizada”, explicou Márcia Moreira.

A palestrante destacou os pontos positivos e negativos da ‘idade mídia’. “Temos de positivo a maior rapidez, conectividade, a simultaneidade, grande quantidade de informação, a democratização do acesso a essa informação e esse novo padrão de produção que é muito mais colaborativo.

Por outro lado, Márcia Moreira apontou como fragilidades deste novo momento a superficialidade, a rapidez sem o devido foco, a inquietude, a fragmentação e a perda de valores.

“E ai temos a questão do professor - o ‘homem da tela lascada’ -, que justamente em função de sua vivência analógica tem certo sofrimento psíquico para lidar com esta geração, a geração digital, extremamente zap zap”, ponderou a historiadora.

Neste contexto, ela observou que a questão básica é buscar formas de enfrentar um território que até gerou uma nova forma de produção de conhecimento, que é o território do super rápido, assim como a expressão wikipédia, originada do termo havaiano wiki wiki, que significa rápido-rápido.

“Como que um professor dá conta disso num horário de 50 minutos e tendo que se preparar pra tantas e tantas mudanças, tanta velocidade? Esse é o desafio e há um trabalho muito árduo do professor, de ser como o papa Francisco exortou: ser revolucionário, de lutar contra esses aspectos que fragilizam o ser humano. O papel do professor é o mesmo papel da resistência”, comparou.

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