Com Dona Eulália e outros ilustres, Colégio Notre Dame homenageia Cuiabá e seus 300 anos

09 de abril de 2019

Todos os alunos do Colégio Notre Dame de Lourdes se reuniram, na manhã desta terça-feira (9), para prestar homenagem ao aniversário de 300 anos de Cuiabá, que foi comemorado na segunda-feira (8). Foram convidados, além dos alunos, professores e colaboradores, figuras ilustres para a escola e para a cidade.

Os convidados eram: Dona Eulália, Moisés Martins (poeta e músico), Irmã Denise (uma das fundadoras do Colégio), Dona Mila (primeira mulher que não era freira a trabalhar no Colégio), Dona Ninita (figura importante para o bairro Cidade Alta, que ajudou, por exemplo, a levar o asfalto para aquela região), Dona Netinha (presidente por muitos anos do Abrigo Bom Jesus de Cuiabá e devota de São Benedito) e Adriano Figueiredo Ferreira (artista plástico).

Foram homenageados também os povos indígenas, representados pela Irmã Sonia, uma das colaboradoras do Colégio. “Hoje nós somos convidados e convidadas a prestar uma reverência, também, para os nossos povos indígenas. Porque eles estavam em Cuiabá antes dos bandeirantes e outras etnias chegarem. E na pessoa da irmã Sônia, que é indígena, nós queremos reverenciar os nossos ancestrais de todas etnias presentes no solo cuiabano. Agradecer à resiliência, à resistência desse povo”, afirmou a diretora Irmã Marluce.

A celebração começou com a réplica de uma procissão de São Benedito, com Dona Netinha cantando a música ‘Chuva de Benças’, uma das mais famosas em reverência ao santo, que diz: “Meu São Benetido / O Vosso Manto Cheira / Cheira Cravo e Rosa / Cheira Flor de Laranjeira”. Junto e ela, alunas levavam velas, e professoras carregavam o andor com a imagem.

 Logo em seguida, um aluno, chamado Rafael, subiu ao palco para contar uma breve história de Cuiabá. Ele lembrou das buscas por indígenas e da descoberta do ouro, e ainda falou sobre o significado da palavra Cuiabá, que vem do guarani e em tradução simples seria “terra das lontras brilhantes”, e falou sobre a transformação da cidade em capital do Estado de Mato Grosso.

As alunas Carolina, Áurea Maria, Giovana e o aluno Pedro tocaram e cantaram uma música em homemangem à cidade, e foram seguidos pelo grupo Flor de Atalaia, que fez uma apresentação de siriri, uma das danças típicas da capital.

O poeta e músico Moisés Martins fez questão de agradecer à presença da esposa de Silva Freire, e afirmou: “Vamos levar muitos anos para decodificar o que Freire aprisionou com as palavras em seus poemas”. Logo depois, tocou uma música na gaita e explicou que aquele era um ‘chinfrin’. “Em Cuiabá, em cada ponta de rua, em cada barzinho, existe o ‘chinfrin’, o chinfrin é aquele rasqueado bem antigo”, disse.

Por fim, Moisés elogiou o grupo de dança que havia se apresentado. “Vocês podem ir para a Escócia, para Paris, em qualquer lugar da Europa, e voces não vão encontrar o mesmo ânimo, o mesmo sapateado e a cadência que veio pelo sangue dos nossos negros que aqui chegaram a Cuiabá”.

A celebração terminou com alunas que agradeceram em inglês, um aluno da educação infantil, chamado Augusto, que fez a prece final, e, ao final, cada convidado recebeu um ‘kit’ contendo uma viola de cocho, um pixé e um potinho de guaraná ralado. “Queremos vivenciar esse momento com nosso coração agradecido a Deus por fazermos parte dessa terra amada por Ele e por todos nós”, afirmou Irmã Marluce.

Fonte: Olhar Direto

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